segunda-feira, agosto 15, 2005
Corpo: técnica e disciplina
A técnica corporal esteve muitos séculos sem ser estudada. Os preconceitos acerca do
corpo levaram a que o ser humano se desligasse da compreensão da sua dimensão física e corpórea.
Na Idade Média, por exemplo, houve períodos em que a dança nas suas expressões artística e popular esteve proibida. Apenas os saltimbancos brincavam com o corpo; faziam acrobacias, saltos e contorcionismos nos espectáculos que levavam de terra em terra.

silêncio - teresa simas - almada 20/10/04 - foto: asd
Só nos séculos XVII-XVIII, o Rei Sol deu à dança uma dimensão social nunca antes vista, além de ter promovido a fundação da primeira academia de dança francesa.
Mais tarde, com o conceito de ballet de acção e virtuosismo da técnica corporal, o coreógrafo e bailarino francês Jean-Georges Noverre (1727-1810), nas Lettres sur la danse et sur les ballets (1760), apresentou-se como grande reformista da dança.
Queremos ainda nomear; Dauberval, Carlo Blasis, Marius Petipa, Tcheketti, Vaganova e Cunningham, entre muitos outros, foram coreógrafos e professores que, desde então e até à nossa época, desenvolveram o seu estudo em áreas como a anatomia, a técnica do movimento, a plasticidade e a pedagogia.
Note-se que todo este trabalho envolveu a parceria de médicos, músicos e coreógrafos, que se dedicaram ao estudo do corpo para desenvolverem métodos de ensino que se adequassem às suas criações artísticas.
A pantomina, a acrobacia, o equilíbrio, a rotação, a leveza dos saltos, etc., continuam a ser motivo de estudo.
Assim evoluiu o “ballet de acção”, que passou por muitas fases; do clássico ao pré-romantisto, do romantismo ao período do drama-coreográfico do fim do século XIX.
Diaghilev trouxe a dimensão do abstacto e libertou o corpo dos trajes operáticos, dando a primazia ao bailarino e ao seu corpo enquanto instrumento autónomo de criação artística. São os famosos Ballets Russes do início do século XX.

silêncio - teresa simas - almada 20/10/04 - foto: asd
A desinibição do corpo e o aparecimento de novas artes como a fotografia, o cinema e as novas tecnologias, trouxeram uma linguagem urbana e mais actual. Em termos técnicos e práticos não só é necessária a verticalidade do clássico e a leveza, mas também a conciência do corpo visto a 3 dimensões.
Coreógrafos como Martha Graham e Merce Cunningham são pioneiros na inovação da técnica corporal ao criarem curriculos académicos complexos e, sobretudo, completos, com o objectivo de servirem as suas coreografias.
A técnica corporal recorre ao desporto, à medicina, às técnicas corporais orientais, às técnicas terapêuticas, etc. O corpo é a vida em movimento!
Esta visão da técnica corporal serve também aos artistas de circo e do teatro, em suma, a todas as artes que têm o corpo como instrumento de expressão e comunicação.
A arte é movimento.
A técnica corporal só se adquire com disciplina quotidiana, ou seja, tem de ser praticada todos os dias. Ela serve o corpo, como o oxigénio sustenta a vida.
Teresa Simas (com Alexandre Simas Dias)
corpo levaram a que o ser humano se desligasse da compreensão da sua dimensão física e corpórea.
Na Idade Média, por exemplo, houve períodos em que a dança nas suas expressões artística e popular esteve proibida. Apenas os saltimbancos brincavam com o corpo; faziam acrobacias, saltos e contorcionismos nos espectáculos que levavam de terra em terra.

silêncio - teresa simas - almada 20/10/04 - foto: asd
Só nos séculos XVII-XVIII, o Rei Sol deu à dança uma dimensão social nunca antes vista, além de ter promovido a fundação da primeira academia de dança francesa.
Mais tarde, com o conceito de ballet de acção e virtuosismo da técnica corporal, o coreógrafo e bailarino francês Jean-Georges Noverre (1727-1810), nas Lettres sur la danse et sur les ballets (1760), apresentou-se como grande reformista da dança.
Queremos ainda nomear; Dauberval, Carlo Blasis, Marius Petipa, Tcheketti, Vaganova e Cunningham, entre muitos outros, foram coreógrafos e professores que, desde então e até à nossa época, desenvolveram o seu estudo em áreas como a anatomia, a técnica do movimento, a plasticidade e a pedagogia.
Note-se que todo este trabalho envolveu a parceria de médicos, músicos e coreógrafos, que se dedicaram ao estudo do corpo para desenvolverem métodos de ensino que se adequassem às suas criações artísticas.
A pantomina, a acrobacia, o equilíbrio, a rotação, a leveza dos saltos, etc., continuam a ser motivo de estudo.
Assim evoluiu o “ballet de acção”, que passou por muitas fases; do clássico ao pré-romantisto, do romantismo ao período do drama-coreográfico do fim do século XIX.
Diaghilev trouxe a dimensão do abstacto e libertou o corpo dos trajes operáticos, dando a primazia ao bailarino e ao seu corpo enquanto instrumento autónomo de criação artística. São os famosos Ballets Russes do início do século XX.

silêncio - teresa simas - almada 20/10/04 - foto: asd
A desinibição do corpo e o aparecimento de novas artes como a fotografia, o cinema e as novas tecnologias, trouxeram uma linguagem urbana e mais actual. Em termos técnicos e práticos não só é necessária a verticalidade do clássico e a leveza, mas também a conciência do corpo visto a 3 dimensões.
Coreógrafos como Martha Graham e Merce Cunningham são pioneiros na inovação da técnica corporal ao criarem curriculos académicos complexos e, sobretudo, completos, com o objectivo de servirem as suas coreografias.
A técnica corporal recorre ao desporto, à medicina, às técnicas corporais orientais, às técnicas terapêuticas, etc. O corpo é a vida em movimento!
Esta visão da técnica corporal serve também aos artistas de circo e do teatro, em suma, a todas as artes que têm o corpo como instrumento de expressão e comunicação.
A arte é movimento.
A técnica corporal só se adquire com disciplina quotidiana, ou seja, tem de ser praticada todos os dias. Ela serve o corpo, como o oxigénio sustenta a vida.
Teresa Simas (com Alexandre Simas Dias)